O
Leandro, veio com alguns embrulhos, e no meu continha um lindo boneco
do seu madruga, me apaixonei, ele sabe que sou tarada pelo chaves. No
da Becca tinha A boneca da Ariel, já no Da Land, tinha quatro
ursinhos, do Teletubbies, A Land sempre foi apaixonada por eles.
Olhar
para o Leandro estava me matando, ele estava com a Mel no colo, e os
dois estavam chorando muito, decidi deixar um pedaço de mim com
eles.
Abri
minha mala, e dei ao Lucas, meu amado pendrive do Chewbacca, sei que
ele cuidaria com muito amor, para o Mellany, deixei meu urso de
pelúcia do Parmalat, o ganhei quando tinha seis anos de idade e
dormia com ele até hoje, cujo já secou varias lagrimas minhas,
decidi dar para ela sentir o carinho dele também, já para o
Leandro, dei algo que ele sabia que era meu tesouro mais precioso.
Deixei
com ele, meu cordão, sou super fã da serie de TV supernatural e meu
colar, continha pingentes representativos da serie.
Despedi-me
de todos, mais de Leandro, foi muito pior, confesso que sempre senti
algo diferente por ele, mais partir e saber que dificilmente irei
vê-lo, foi de partir o coração, nos abraçamos e gostaria que esse
abraço não terminasse.
Abracei
todos novamente, e Becca, deu a Mel sua boneca de porcelana que
ganhou de sua avó quando completou 15 anos, já Land deixou com ela
Sua pulseira da sorte, dada pelo seu ídolo Jensen Ackles, em uma
convenção que ela tinha ido comigo.
Karina:
Vão com Deus minhas filhas que os anjos lhe protejam, eu já to
morrendo de saudades.
-Karina
sempre foi uma verdadeira mãe para nos três, de certa forma,
invejamos Lucas e Leandro pelo presente que deus colocou na vida
deles que foi a dona Karina.
Enfim
entramos no ônibus, estaríamos saindo de Patrocínio – MG, indo
para Belo Horizonte – MG, de lá, pegar o avião para São Paulo, e
depois iriamos pegar o avião para nosso destino final, Nova Iorque.
Era
três da tarde quando o ônibus partiu todas nossas magoas teriam que
ser deixadas para traz, estávamos rumo a BH, nosso voo estava
previsto para 00h10min chegaríamos por volta de 01h10min, de lá
Pegaríamos o voo para nova Iorque as 02h00min, pelos nossos cálculos
Chegaríamos lá pelo meio dia no nosso horário.
Ao
deitar a cabeça na poltrona, me senti leve, sabia que iria deixar
todas as minhas magoas para traz, iria começar uma vida nova. Longe
de tudo e de todos.
A
viagem foi boa, demorou pouco mais de 4 horas, chegamos e fomos
direto a uma lanchonete, eu estava morrendo de fome, e ainda tínhamos
muito tempo, após o lanche, fomos para o aeroporto, sentamos e
ficamos tirando mil fotos, até o momento que ouvimos a chamada para
o nosso voo direto a são Paulo. Arrumamo-nos, pegamos nossa bagagem,
passagem e fomos iniciar nossa jornada em busca da felicidade.
Já
em são Paulo, não demorou muito e ouvimos o chamado rumo à nova
Iorque, nos arrumamos, já cansadas, sentamos no avião e estamos
prontas para uma jornada de 10 horas. Apoiei minha cabeça e ao
fechar os olhos, todas minhas lembranças vêm à tona.
Flashback:
->Sua vagabunda!
Christiano: Pillar não fale assim com a Débora! (Gritando).
Pillar: Cala a boca! A filha é minha e falo com ela como eu quero.
Christiano: A filha é minha também, e não admito que você fale assim dela.
Pillar: Nossa filha Débora vai se prostituir fora do país e você quer que eu fique calma? Criamos uma vagabunda, você sabia que ela largou a faculdade?
Christiano: Sim sabia, e você? Sabe por que ela largou a faculdade?
Pillar: Sim, sei, ela largou pra virar puta no exterior.
Christiano: Meça suas palavras para falar da minha filha, para sua informação minha filha largou a faculdade por que passou em medicina na faculdade da Columbia, sabe o quanto me orgulho disso? Puta é sua sobrinha, aquela acomodada que nem para cuidar da filha presta já que se não fosse pela Karina e pelo Leandro a menina estaria jogada ao relento.
Ao falar isso minha mãe deu uma tapa na cara do meu pai, um estalo forte que ressoou por todos os cômodos da casa, não aquentei e subi para meu quarto, sempre foi assim, meu pai sempre ao meu lado, mais minha mãe, achava tudo que eu fazia errado e só falar mal de Dayanne, que minha mãe pirava.
Uns 5 minutos depois, ouço novamente uma gritaria na sala, e percebi os gritos de Holland e Rebecca minhas primas. Imediatamente desci e vi que minha tia Gisele segurando e puxando minhas primas pelos cabelos, e meu tio Guilherme atrás dela e gritando reprovando sua ação.
Gisele: Pillar minha irmã, me ajude, minhas filhas vão se prostituir.
Pillar: Será que o vírus da vagabundice está pairando sobre nossa família?
Land: sim tia, começou no dia que a Day nasceu.
Ao falar isso, Tia Gisele sentou a mão no rosto de land, tio Guilherme empurrou a tia de perto das meninas, e com toda essa gritaria, dona Karina estrou na sala junto a Lucas e Leandro, Cujo puxou Land, que chorava muito, para um abraço.
Karina: O que diabos está acontecendo aqui?
Pillar: Olha Karina, assunto de família, vai cuidar da tua vida e dos vagabundos dos teus filhos, sei que foram eles que influenciaram essas meninas.
Debby: Não fale assim com a tia Karina! (Gritando)
Pillar: olha moleca me respeita sou sua mãe, ou melhor, era. Nesse exato momento não quero mais olhar para tua cara, pode subir e arrumar sua mala vai embora da minha casa já. Você já não ia embora então treine logo, fora daqui!
Comecei a chorar, para onde iria? Estava perdida até que senti um abraço, era Leandro, me abraçou tão ternamente que queria que nada daquilo estivesse acontecendo.
Karina: Debora minha filha, vá arrumar suas coisas, vamos lá para casa, você ficara lá comigo.
Gisele: Aproveite que esta bondosa e leve essas duas imprestáveis aqui com você – apontando para land e Becca- não sou mais mãe de vocês.
Land: e algum dia você foi mãe?
-Tia Gisele estava pronta para dar outra tapa em land quando tio Guilherme segurou sua mão.
Karina: vão arrumar suas coisas minhas filhas, serão muito bem recebidas em minha casa.
Subi as escadas com Leandro que me ajudou a arrumar tudo, tia Karina, foi para sua casa arrumar o quarto dos meninos para nos acomodar, minhas primas foram para sua casa arrumar suas coisas junto com Lucas, mamãe, tia Gisele, papai e tio Guilherme foram todos para a cozinha.
Estava tudo arrumado, e quando estávamos saindo, meu pai veio até a mim.
Christiano: Minha filha me desculpa (Com lagrimas nos olhos) precisando de qualquer coisa, pode me procurar, te amo minha pequena, estou muito orgulhoso de você. (Abraçando Debby) e (olhando para Leandro) muito obrigada, agradeça sua mãe por mim.
Ao abrirmos a porta, nos deparamos com Dayanne e Mellany, a pequena Mel, imediatamente se jogou em meu colo, me fazendo largar minhas malas, enquanto abraçava minha pequena, day não hesitou em destilar seu veneno.
Day: Malas nas mãos? O que foi que eu perdi?
Debby: Não enche prima.
Day: eita, estressada, perai, a filha perfeita foi expulsa de casa?
Lagrimas escorreram pelos meus olhos, e mel ao perceber, as limpou.
Mel: mamãe não fale assim com a tia Debby, ela ta até chorando.
Day: é drama filha. Não liga para isso não, e para de chamar ela de tia, já falei que ela não é nada para você.
Leandro: Dayanne, não fale assim com a Debby.
Day: ai amor para de defender essa daí.
Leandro: Vem Debby, vamos logo para casa.
Day: Perai, casa? É prima, parabéns, nem eu que tenho uma filha com ele, ganhei esse direito de dormir na casa dele. É né, você sempre com inveja das coisas que são minhas.
Debby: como assim, inveja do que é seu? Nunca!
Day: claro que tem, prova disso tai, você só está dando moral para o Leandro porque eu peguei mais tudo bem, eu deixo você ficar com o meu resto.
Leandro:
não sou resto de nada, quer saber, vou embora, tchau, espero que
morda a língua, para ver se assim, você morre com seu próprio
veneno.
Filha, você vai comigo ou ficar com sua mãe? (olhando
para mel)
Mel: vou com você papai.
Day: nada disso você vai ficar comigo!
Mel: desculpa mãe, mais papai pediu primeiro, da próxima vez, tenta ser mais rápida.
Confesso que por dentro sorri mel, apesar da pouca idade sempre foi bem decidida, então segui com Leandro e mel –que estava no meu colo- para a casa da dona Karina.
Chegando lá vi land na cozinha e Becca conversando com Lucas na sala. Ao entrar, dona Karina me deu um forte abraço e logo após seu Paulo fez o mesmo.
Karina: minha filha vá para o quarto do Leandro, é o menos bagunçado, suas primas já se organizaram lá, meu filho (Olhando para Leandro) ajude ela com as malas, e mostre a casa para ela, se bem que eu já acho que ela já conhece, mais desse vez quero que ela conheça a casa como uma membro da família. E depois pegue suas coisas, você irá dormir no quarto do Lucas.
Leandro: No quarto do Lucas mãe? Poxa, pensei que iria dormir no meu.
Lucas (Gritando da sala): quem devia reclamar era eu, eu que vou ter que acordar toda noite olhando pra tua cara!
Debby: Dona Karina, não quero incomodar, posso dormir aqui na sala mesmo.
Leandro: Relaxa Debby, por você, eu aguento olhar para a cara de espantalho do Lucas pela manhã.
Fim do Flashback...
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